terça-feira, 12 de novembro de 2013

Nós, Católicos.

Nós católicos, somos muito mais do que aparentamos ser. Nós católicos, somos uns privilegiados, não só pelo dom único que nos foi dado chamado Fé, mas pela maneira como somos capazes de amar.

A nossa fé molda o nosso amor de uma maneira irrepreensível e única fazendo com a que a nossa capacidade de amar não seja sequer comparável com a capacidade de amar de qualquer outro não-católico. O nosso amor é a quilómetros de distância mais especial que outro amor qualquer. O nosso amor tem uma visão transcendental que o dos outros não têm, o nosso amor não se satisfaz com meros materialismos e consumismos impostos pela sociedade e pela nossa rotina diária. O nosso amor não tem estilos, não tem culturas, não tem classes e muitos menos tem o nariz empinado. O nosso amor é para todos, e esta é a essência do nosso amor católico, o nosso amor não é para nós, é para os outros, é para o nosso voluntariado, para o nosso apostolado, para as pessoas do dia a dia, e assim o será ate ao final das nossas vidas.

E por isso será possível por vezes ainda nos darmos ao luxo de julgarmos as pessoas? Ou de cumprimentarmos só alguém só um beijinho?

Façam-me um favor, vocês Católicos, partilhem esse amor, dêm 3,4,5 beijos, abracem, espalhem-no. Promovam esse amor. E não julguem, sejam indiferentes à aparência, porque nós somos muito melhores que isso. Nós somos os privilegiados.



007 B.P.

3xQS: Apercebi-me que era merda e que de merda era feito.

Uns chamam-me poeta, outros escritor e ainda há alguns que me caracterizam por artista ou desenhador, mas a verdade é que sem tu seria uma merda. Uma merda de poeta, uma merda de escritor, uma merda de artista e uma merda de desenhador. Sem ti, seria uma merda tão grande que ninguém sequer se daria ao trabalho de me ler, e muito menos de me tentar perceber. Ninguém se daria ao trabalho de sequer me pisar, porque seria uma merda tão chata, que nem o gesto de me tirarem do sapato compensaria. Sem ti, seria uma merda tão merdosa, que nada em mim valeria a pena, mesmo para alguém com uma alma gigante.

Se discordas diz-me então, o que é que eu já fiz na minha vida sem ti? Nada, ou secalhar merda. E agora, diz-me o que é que eu já fiz na minha vida contigo? Escrevi caminhos lindíssimos, fiz desenhos perfeitos da minha vida e criei poemas cheios de boas atitudes. Tudo graças a ti, e a todo o teu encanto, fotografado pelos meus olhos tal e qual como uma gravação feita por um canivete que permanece para sempre naquela peça de mármore.

E assim foi o que aconteceu quando te conheci, apercebi-me que era merda e que de merda era feito. E por muito paradoxal que pareça, tudo me fez sentido, porque contigo percebi que o meu tudo antes de ti era quase nada e que o meu nada contigo poderia tornar-se em muito.

E por isso não me venham com merdas, porque para merda já chego eu, e porque o amor é mesmo assim. Porque a partir do momento em que a conhecemos, tudo muda e o nada também, e vemos que a partir desse momento é que tudo começa valer a pena e o nada começa a desaparecer.




007 B.P.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

É estranha esta inexplicável situação.

É estranha esta inexplicável preferência por mim. É estranha este inexplicável desejo de ansiarem que tu nunca tenhas existido, e se porventura existires, desejarem que não lhes voltes a aparecer à frente. É estranho este inexplicável ódio e repúdio pela tua pessoa, quando ao mesmo tempo me exaltam e auguram pela continuidade da minha presença. É estranha esta inexplicável situação.

E eu juro-te, ao principio duvidava, duvidava que fosse verídico. Sendo tu o principal potenciador da aproximação das pessoas através da via do aconchego, sendo tu o cerne do prazer de um chocolate quente ou de dia de ronha debaixo de um cobertor, nada disto fazia sentido. Sendo tu a causa da renovação daqueles sonhos escondidos perante o som mudo do cair da neve, sendo tu a razão da intensa nostalgia perante a decoração daquele pinheiro, nada disto fazia sentido. Sendo as tuas malhas o principal esconderijo dos nossos defeitos físicos, por nós odiados, e um refugio para as tatuagens inacabadas. Sendo tu dos poucos fornecedores de melhores momentos para fumar o cigarro, de desejos secretos por doces que nos enchem o coração de uma alegria açucarada impagável ou daqueles beijos peganhentos que nos deixam colados horas a fio. Não fazia sentido. 

Não faz sentido. 

Por estas e por outras é que desisti de perceber as pessoas. Agora, uma coisa tens de saber Inverno, sem ti eu nada seria, es o meu sol.

Do teu sempre,

Verão.




007 B.P.

3xQS: Eu sou inteiro, logo existo, logo quero inteiro teu.

Eu sou feito de inúmeros inteiros. Um dedo inteiro, uma narina inteira, um lábio inteiro, uma pestana inteira, um coração inteiro, entendes? Percebes agora porque é que não me chega a tua metade? Meio-beijo teu pode ser suficiente no início, tal e qual como meio-adoro-te no primeiro mês, mas quando chegamos a este ponto ou me dás tudo ou então não quero nada. Sempre te disse "Quero-te cada vez mais", o que achas que isso significava? Faz contas comigo, portanto, se ao princípio tinha meia parte tua, mais tarde quererei a outra parte, óbvio! 0.5+0.5=1!! Certo? Ou pensavas que era tudo conversa? Baby, eu sou com aquele slogan da Optimus "segue o que sentes" e penso tal e qual a Vodafone "o momento é agora", por isso ou me impinges um tarifário com o pacote completo, caso contrário vais me obrigar a ser como a TMN ..."Ate já".


007 B.P.

domingo, 10 de novembro de 2013

Carta ao meu psicólogo: 10ª parte.

Doutor, acho que nunca falei a ela sobre os meus medos. Mas eu tinha-os, como se fossem fantasmas escondidos na minha sombra. Era como estar a viver um conto de fadas, mas com medo de acordar a qualquer momento e aperceber-me que tudo não passava de um sonho. Acho que nunca lhe falei que as vezes sentia medo por ela ser tão perfeita para mim, medo de eu não lhe ser suficiente em todos os segundos do dia, medo que aparecesse alguém mais suficiente que eu para ela, medo que se apaixonasse por esse mais alguém. Acho que nunca lhe contei também, que eu tinha medo de me apaixonar demais por ela, de ficar tão vidrado ao ponto de toda a minha felicidade depender dela. Acho que nunca lhe tive coragem de lhe falar o quanto tinha medo daquele nosso afastamento, medo que aquela longitude que nos separava todos os dias fosse forte o suficiente para afastar o seu coração de mim permanentemente. E apesar de nunca ter tido tantas certezas por aquilo que sentia como o que senti por ela, havia sempre um medo disfarçado no meio daquele ilimitada certeza. Eu sabia que ela tinha sido a maior dádiva na minha vida, mas uma coisa não conseguia deixar de ter, o medo de a perder, esse medo que irá perdurar até o dia em que ela chocar comigo para a eternidade.

Que é que eu faço Doutor?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

3xQS: Orgasmar

Ja te falei do Comer-amor, mas do Orgasmar ja?

Orgasmo, sendo só orgasmo, é uma coisa  porca. Orgasmo sem significado é um desperdício sujo de energia. Orgasmo só por ser orgasmo devia ser grátis já que nem sequer vale a ponta de um chavo.

Amor. Amor sem orgasmo é demasiado lamechas, romântico em excesso e que enjoa tanto que ate pode dar vómitos. Amor sem orgasmo é o mesmo que tiramos o som de um filme porno, é como o casamento que não é para sempre ou como seres mãe sem teres um filho. Amor sem orgasmo é uma torrada sem manteiga, não sabe a nada, é muito pouco.

Asma. Asma é uma patologia lixada, asma deixa-nos sem respiração nos momentos errados nos locais errados. Asma só por si deveria ser proibida.

Orgasmar. Orgasmar sim, orgasmar é infinito. É sermos amados sem fim, é sermos possuídos por aquele amor e gemermos ate não conseguirmos mais respirar. Orgasmar é ficarmos sem ar nos momentos certos nos lugares certos, é sermos inundados com colesterol de paixão amanteigada em cima da nossa torrada chamada prazer. Orgasmar faz-te querer viver a vida no volume máximo, sem qualquer medo que os teus tímpanos rebentem, porque mesmo surda saberás que se tens orgasmar, tens tudo. Orgasmo, asma e amar são 3 palavras, que para fazerem sentido, tem que estar unidas, tal e qual como nós, na nossa cama, sermos um eterno um.




007 B.P.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Carta ao meu psicólogo: 9a parte

Doutor, eu quero-a aqui porque lá é muito longe e meu corpo pede por ela a todo o momento. Sim, eu sei que o meu querer é muito vasto, mas a verdade é que ela encontra-se dentro dele e leva-me quase todo o espaço. E sim, eu também sei que a vida é longa e que o tempo passa depressa, mas eu quero-a e estes momentos de espera por vezes sufocam-me. Esperar com serenidade? Sim, irei esperar com calma, mas com toda pressa do mundo.

Que é que eu faço Doutor?