quarta-feira, 5 de junho de 2013

Mas às vezes também penso assim.

Tu tens que levar alguns uns socos da vida de vez em quando para te aperceberes que contos de fadas só existem na infância e que a vida é para quem é esperto, porque quando menos se espera, a vida atira-te e deixa-te de joelhos, porque a vida é assim, o mundo é assim, porque a realidade é assustadora.




Sim, sou sonhador.

Vou inventar avós que nunca morram, e pais também. Eu vou inventar uma verdade sem problemas e um caminho doce para poder voltar e recuperar todos a guloseimas que me tiraram na escola quando era mais pequeno. E mesmo que tudo não funcione, mesmo assim, não haverá problema. Eu deito-me no telhado de uma casa qualquer, olho para o céu e invento uma nuvem que chova sorrisos, bem em cima de mim.



terça-feira, 4 de junho de 2013

Vale mesmo a pena viver junto antes do casamento?

Se há algo que mudou ao longo das últimas décadas foram as regras a respeito do casamento e da co-habitação e essas alterações são observáveis em contexto clínico. Os casais mais jovens raramente optam pelo casamento sem que haja um período de co-habitação prévio; os casais mais antigos referem quase sempre que uma decisão como esta estava fora do seu alcance devido às normas sociais vigentes na altura em que se conheceram. De facto, há 30 ou 40 anos era praticamente impensável que uma rapariga pudesse sair de casa dos pais para viver com o namorado.

Hoje mais de metade dos casais optam pela co-habitação e desses só uma parte é que oficializa a relação, pelo que importa olhar para as diferenças destes dois formatos. Antes de mais, a generalidade dos casais aponta razões de ordem prática na altura de avançar para a co-habitação: pagar a renda de uma casa é mais barato do que suportar duas rendas; limpar e arrumar um só apartamento é menos pesado. Por outro lado, a maior parte destes casais também reconhece que a co-habitação pode servir para avaliar até que ponto conseguem adaptar-se à vida a dois, para se prepararem para o casamento ou para testar se é realmente com aquela pessoa que vão querer passar o resto da vida. Mas ao contrário do que são as expectativas dos jovens casais, o facto de duas pessoas viverem juntas antes de casar pode não ser sinónimo de aprendizagem e muito menos de garantia de felicidade.

Nalguns casos há diferenças significativas entre as expectativas com que cada um dos membros do casal parte para a co-habitação, o que pode determinar os níveis de satisfação conjugal. Por exemplo, é relativamente comum deparar-me com casais que, estando a viver juntos há alguns anos, enfrentam divergências em relação à oficialização da relação – um quer casar, enquanto o outro prefere manter a união de facto. Ora, de um modo geral, os casais que vivem juntos sem planos para casar mostram-se mais insatisfeitos com a sua relação conjugal do que os casados. No entanto, as pessoas que vivem juntas e que alimentam o sonho de casar apresentam níveis de satisfação conjugal semelhantes aos das pessoas casadas.

No que diz respeito à probabilidade de separação também existem diferenças significativas entre estes dois grupos: a probabilidade de ruptura no primeiro ano de vida em comum é oito vezes maior entre os casais que optam por viver juntos em vez de casar; no segundo ano a probabilidade é quatro vezes maior; e no terceiro ano é três vezes maior.

Um estudo recente veio mostrar que se uma pessoa já viveu com vários parceiros amorosos a probabilidade de vir a casar é menor do que se a experiência de co-habitação apenas foi partilhada com um companheiro. Mais: quando alguém que já viveu em união de facto várias vezes decide casar, a probabilidade de divórcio é muito alta (mais do dobro do que entre as pessoas que só viveram juntas com um parceiro).



segunda-feira, 3 de junho de 2013

O amor é o que me move

Todos os dias, quando acordo, vou correndo tirar a poeira da palavra amor.

Clarice Lispector




domingo, 2 de junho de 2013

Ups

Já morri várias vezes,
pensando em ti,
no que fomos.
Morri de medo,
de morrer sozinho,
de não te ter mais.
Morri ontem,
anteontem.
Ups, morri.





Quero olhar para trás na altura certa.

Não sei onde vou
nem onde irei chegar 
mas uma vontade tenho
que um dia em olhar para trás
sorrir por ter conseguido sonhar.



007 B.P.